Chega o final do ano, os pais ficam ansiosos com o desempenho escolar dos filhos. Alguns pais medem o desenvolvimento escolar do filho, como se fosse a única maneira de avaliá-lo. A principal preocupação são as notas.
Estudar dá trabalho, pois exige dedicação e esforço. Em muitos casos, a criança deve ser lembrada de seu compromisso com as tarefas escolares, aprendendo a dividir seu tempo entre diversão e estudo.
Posicionamentos radicais como interferir demais ou ignorar por completo a atividade escolar da criança não é o ideal. Os pais precisam estar disponíveis para auxiliar a criança sempre que ela precisar. Diante de dificuldades, marcar uma reunião com o(a) professor(a) ou orientadora, para entender que tipo de ajuda o aluno precisa receber. Cada aluno aprende a seu modo, estilo e ritmo.
Ir à escola, fazer os deveres têm que ser visto pela criança como algo importante. Mostre através de atitudes, que seu estudo é valorizado. Ajude seu filho adquirir responsabilidades, esta atitude é benéfica e facilmente assimilada para o futuro.
Quando a escola convocar seu filho para aulas de reforço, verifique o porquê dele não estar assimilando o conteúdo. É importante saber se é um aspecto específico ou temporário, que pode vir atrapalhar a concentração e conseqüentemente o desempenho escolar.
Alguns fatores podem prejudicar o rendimento de uma criança na escola. Pode ser comportamentos que revelam imaturidade, falta de adaptação ao ambiente escolar ou falta de estímulos adequados. Os pais ajudam incentivando, apoiando e elogiando seus progressos.
Quando o aluno sente-se isolado, inseguro, com receio de tirar as dúvidas, são fatores de origem ambiental e pode estar prejudicando o desempenho escolar.
Se há muitos conflitos em casa e a criança não foi preparada para o que está acontecendo, perturbação emocional pode estar aparecendo na forma de notas baixas ou mau comportamento na escola.
Há também crianças com dificuldade em aprender, em concentrar-se, acompanhar as aulas, não se fixa a uma atividade por um período mínimo de tempo. Avaliar quais fatores estão prejudicando o aluno.
A aprendizagem não depende somente do aluno, e sim do grau em que a ajuda do professor, escola e família estejam ajustadas ao nível que o aluno apresenta em cada etapa da aprendizagem.
Muitos pais afastam a criança da atividade extra-escolar, quando está com notas baixas, a título de castigo. Através da prática esportiva a criança pode aliviar-se das tensões acumuladas, extravasando-as. Aprende superar as dificuldades não somente da competição como as escolares. As atividades extra-escolares, sem excessos, são meio úteis de facilitar a aprendizagem. Desenvolvem a disciplina, seguir regras, aprender a atuar em grupo etc.
Todas as dificuldades escolares devem ser pesquisadas, esgotando-se as possibilidades da escola, pais e especialistas resolverem o caso do aluno.
quarta-feira, 29 de outubro de 2008
Um tapinha não dói?
O tapinha é uma das formas mais sutis de violência contra a criança. Em vez de educar, deseduca, já que ensina, de forma incorreta, que a força é um argumento legítimo para solucionar conflitos.
A maioria dos adultos considera os tapinhas um tipo de atitude natural, acreditando que a punição física é educativa. Confunde-se castigo com disciplina.
Mas quando os tapinhas, chamados de “psicotapas”, não surtem o resultado esperado, podem tornar-se mais freqüentes e violentos, comprometendo o desenvolvimento emocional e até físico das crianças. Os pais não precisam recorrer a tapas e safanões para impor limites. Dar uma palmada ou espancar uma criança podem parecer coisas bem diferentes. Afinal, o tapa apenas “esquenta” o bumbum, enquanto uma cintada deixa marca extremamente dolorida. No entanto, o princípio que rege os dois tipos de agressão é o mesmo: impor a própria vontade por meio de força e poder.
No processo de educação da criança, os pais alimentam a expectativa de que ela aprenderá a respeitar as normas sociais com a mesma naturalidade com que aprendeu a andar e falar. Mas esse aprendizado é mais demorado, mais complexo e muito mais difícil. Não é de um momento para o outro que uma criança vai aceitar limites e proibições. Além disso, ela não tem muita tolerância a frustrações, reagindo com birras quando é contrariada. E são nessas situações, quando a criança mais necessita da paciência e da atitude firme dos pais, que muitos adultos perdem o controle.
Os pequenos tapas e os safanões constituem a violência mais comum utilizada como complemento permanente na educação da criança. Criar filhos de maneira adequada não é uma tarefa fácil. Mas lançar mão da coerção física ou emocional para manter a disciplina é abusar da tirania e impor a força bruta como única forma de solucionar conflitos.
A punição física pode até dar resultado imediato, mas não impede que, em outro momento, a criança repita a atitude que deu origem à agressão.
Quando os papéis e as funções de pais e filhos são claramente delimitados pela família, não há necessidade de recorrer a tapas na tentativa de educar a criança.
Por isso, as regras devem ser colocadas no dia-a-dia, à medida que ela avança em seu desenvolvimento físico, emocional e intelectual. É importante que as normas de convívio sejam implementadas desde cedo, a partir do momento em que as crianças passam a entender o significado de um “não”.
Também a violência psicológica é tão danosa quanto à violência física. Amedrontar ou ameaçar a criança pode ter conseqüências desastrosas em seu desenvolvimento emocional. A violência emocional quebra o vínculo de confiança que os pequenos estabelecem com os adultos. Como poderão recorrer aos pais nos momentos difíceis se eles o aterrorizam?
Acreditar que a palmada é a única linguagem que a criança entende é abrir um caminho perigoso para a violência doméstica. O ideal é não bater nos filhos, independente da idade.
A maioria dos adultos considera os tapinhas um tipo de atitude natural, acreditando que a punição física é educativa. Confunde-se castigo com disciplina.
Mas quando os tapinhas, chamados de “psicotapas”, não surtem o resultado esperado, podem tornar-se mais freqüentes e violentos, comprometendo o desenvolvimento emocional e até físico das crianças. Os pais não precisam recorrer a tapas e safanões para impor limites. Dar uma palmada ou espancar uma criança podem parecer coisas bem diferentes. Afinal, o tapa apenas “esquenta” o bumbum, enquanto uma cintada deixa marca extremamente dolorida. No entanto, o princípio que rege os dois tipos de agressão é o mesmo: impor a própria vontade por meio de força e poder.
No processo de educação da criança, os pais alimentam a expectativa de que ela aprenderá a respeitar as normas sociais com a mesma naturalidade com que aprendeu a andar e falar. Mas esse aprendizado é mais demorado, mais complexo e muito mais difícil. Não é de um momento para o outro que uma criança vai aceitar limites e proibições. Além disso, ela não tem muita tolerância a frustrações, reagindo com birras quando é contrariada. E são nessas situações, quando a criança mais necessita da paciência e da atitude firme dos pais, que muitos adultos perdem o controle.
Os pequenos tapas e os safanões constituem a violência mais comum utilizada como complemento permanente na educação da criança. Criar filhos de maneira adequada não é uma tarefa fácil. Mas lançar mão da coerção física ou emocional para manter a disciplina é abusar da tirania e impor a força bruta como única forma de solucionar conflitos.
A punição física pode até dar resultado imediato, mas não impede que, em outro momento, a criança repita a atitude que deu origem à agressão.
Quando os papéis e as funções de pais e filhos são claramente delimitados pela família, não há necessidade de recorrer a tapas na tentativa de educar a criança.
Por isso, as regras devem ser colocadas no dia-a-dia, à medida que ela avança em seu desenvolvimento físico, emocional e intelectual. É importante que as normas de convívio sejam implementadas desde cedo, a partir do momento em que as crianças passam a entender o significado de um “não”.
Também a violência psicológica é tão danosa quanto à violência física. Amedrontar ou ameaçar a criança pode ter conseqüências desastrosas em seu desenvolvimento emocional. A violência emocional quebra o vínculo de confiança que os pequenos estabelecem com os adultos. Como poderão recorrer aos pais nos momentos difíceis se eles o aterrorizam?
Acreditar que a palmada é a única linguagem que a criança entende é abrir um caminho perigoso para a violência doméstica. O ideal é não bater nos filhos, independente da idade.
Ética e Cidadania Começa em Casa
É a partir dos modelos e ensinamentos passados especialmente pelos pais desde a infância que o adolescente constrói seu senso ético, estabelece os padrões morais e os valores que vão guiar sua vida, aprende a conhecer direitos e deveres, escolhem suas relações, seus pares.
Nas últimas décadas, os temas sobre cidadania e à ética passaram a ter importância e difusão em diversas partes do mundo, incluindo o Brasil. Esses termos estão na fala de homens e mulheres, nos meios de comunicação, nos discursos dos representantes dos meios intelectuais, em toda sociedade e também objeto de reflexão das escolas.
No entanto, apesar de serem palavras utilizadas em nosso dia-a-dia, não são compreendidas por adolescentes e mesmo por adultos.
A base ética da vida humana é formada a partir de relações de confiança e respeito, a mais importante delas nascida na dinâmica familiar.
A forma como os pais lidam com direitos e deveres em casa, tratamentos dispensados a amigos, empregados e desconhecidos são passados aos filhos a todo o momento. A maneira como se comportam diante de situações inusitadas, como receber troco a mais ou bater em um carro sem que o dono veja, é que vai determinar a forma de agir dos filhos. E esses exemplos começam na infância. A conduta do filho vai ser pautada, pelo jeito que os pais se tratam, atitudes como explorar os outros, não respeitar as pessoas nem regras, podem ter implicações sérias na formação dos princípios que vão nortear a vida dos filhos.
Sem um modelo adequado – que tenha coerência entre a ação e o discurso, que não contenha ambigüidades constantes e que seja, ao mesmo tempo, aberto a questionamentos -, os filhos poderão ter sérios desvios de conduta e problemas de convívio social.
Passar esses valores para os filhos pode ser simples – basta dar o exemplo -, mas nem sempre é fácil, porque, atualmente a família está perdendo o espaço para as drogas, para grupos e tribos com valores peculiares e que atendem aos próprios interesses.
Os pais devem mostrar aos filhos que valores básicos, como o respeito às opiniões, religiões e às diferenças têm de reger suas vidas.
Cabe aos pais avaliar a postura dos filhos, verificando a coerência entre teoria e prática ou entre discurso e ação, critérios fundamentais para a formação de valores que incluam o respeito ao próximo, solidariedade e justiça.
É muito importante que dêem o exemplo. A participação política e o exercício da cidadania começam em casa, no condomínio, na escola, no bairro.
Os pais precisam aprender a questionar o que vem pronto e a provocar nos filhos o inconformismo com a passividade, com a corrupção e com os comportamentos antiéticos.
Ao não se omitirem, os pais podem evitar que o adolescente se transforme em um alienado em relação ao que acontece à sua volta. E isso é fundamental para a sociedade, pois serão esses adolescentes que vão modificar a estrutura política e social dos novos tempos.
Nas últimas décadas, os temas sobre cidadania e à ética passaram a ter importância e difusão em diversas partes do mundo, incluindo o Brasil. Esses termos estão na fala de homens e mulheres, nos meios de comunicação, nos discursos dos representantes dos meios intelectuais, em toda sociedade e também objeto de reflexão das escolas.
No entanto, apesar de serem palavras utilizadas em nosso dia-a-dia, não são compreendidas por adolescentes e mesmo por adultos.
A base ética da vida humana é formada a partir de relações de confiança e respeito, a mais importante delas nascida na dinâmica familiar.
A forma como os pais lidam com direitos e deveres em casa, tratamentos dispensados a amigos, empregados e desconhecidos são passados aos filhos a todo o momento. A maneira como se comportam diante de situações inusitadas, como receber troco a mais ou bater em um carro sem que o dono veja, é que vai determinar a forma de agir dos filhos. E esses exemplos começam na infância. A conduta do filho vai ser pautada, pelo jeito que os pais se tratam, atitudes como explorar os outros, não respeitar as pessoas nem regras, podem ter implicações sérias na formação dos princípios que vão nortear a vida dos filhos.
Sem um modelo adequado – que tenha coerência entre a ação e o discurso, que não contenha ambigüidades constantes e que seja, ao mesmo tempo, aberto a questionamentos -, os filhos poderão ter sérios desvios de conduta e problemas de convívio social.
Passar esses valores para os filhos pode ser simples – basta dar o exemplo -, mas nem sempre é fácil, porque, atualmente a família está perdendo o espaço para as drogas, para grupos e tribos com valores peculiares e que atendem aos próprios interesses.
Os pais devem mostrar aos filhos que valores básicos, como o respeito às opiniões, religiões e às diferenças têm de reger suas vidas.
Cabe aos pais avaliar a postura dos filhos, verificando a coerência entre teoria e prática ou entre discurso e ação, critérios fundamentais para a formação de valores que incluam o respeito ao próximo, solidariedade e justiça.
É muito importante que dêem o exemplo. A participação política e o exercício da cidadania começam em casa, no condomínio, na escola, no bairro.
Os pais precisam aprender a questionar o que vem pronto e a provocar nos filhos o inconformismo com a passividade, com a corrupção e com os comportamentos antiéticos.
Ao não se omitirem, os pais podem evitar que o adolescente se transforme em um alienado em relação ao que acontece à sua volta. E isso é fundamental para a sociedade, pois serão esses adolescentes que vão modificar a estrutura política e social dos novos tempos.
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