É a partir dos modelos e ensinamentos passados especialmente pelos pais desde a infância que o adolescente constrói seu senso ético, estabelece os padrões morais e os valores que vão guiar sua vida, aprende a conhecer direitos e deveres, escolhem suas relações, seus pares.
Nas últimas décadas, os temas sobre cidadania e à ética passaram a ter importância e difusão em diversas partes do mundo, incluindo o Brasil. Esses termos estão na fala de homens e mulheres, nos meios de comunicação, nos discursos dos representantes dos meios intelectuais, em toda sociedade e também objeto de reflexão das escolas.
No entanto, apesar de serem palavras utilizadas em nosso dia-a-dia, não são compreendidas por adolescentes e mesmo por adultos.
A base ética da vida humana é formada a partir de relações de confiança e respeito, a mais importante delas nascida na dinâmica familiar.
A forma como os pais lidam com direitos e deveres em casa, tratamentos dispensados a amigos, empregados e desconhecidos são passados aos filhos a todo o momento. A maneira como se comportam diante de situações inusitadas, como receber troco a mais ou bater em um carro sem que o dono veja, é que vai determinar a forma de agir dos filhos. E esses exemplos começam na infância. A conduta do filho vai ser pautada, pelo jeito que os pais se tratam, atitudes como explorar os outros, não respeitar as pessoas nem regras, podem ter implicações sérias na formação dos princípios que vão nortear a vida dos filhos.
Sem um modelo adequado – que tenha coerência entre a ação e o discurso, que não contenha ambigüidades constantes e que seja, ao mesmo tempo, aberto a questionamentos -, os filhos poderão ter sérios desvios de conduta e problemas de convívio social.
Passar esses valores para os filhos pode ser simples – basta dar o exemplo -, mas nem sempre é fácil, porque, atualmente a família está perdendo o espaço para as drogas, para grupos e tribos com valores peculiares e que atendem aos próprios interesses.
Os pais devem mostrar aos filhos que valores básicos, como o respeito às opiniões, religiões e às diferenças têm de reger suas vidas.
Cabe aos pais avaliar a postura dos filhos, verificando a coerência entre teoria e prática ou entre discurso e ação, critérios fundamentais para a formação de valores que incluam o respeito ao próximo, solidariedade e justiça.
É muito importante que dêem o exemplo. A participação política e o exercício da cidadania começam em casa, no condomínio, na escola, no bairro.
Os pais precisam aprender a questionar o que vem pronto e a provocar nos filhos o inconformismo com a passividade, com a corrupção e com os comportamentos antiéticos.
Ao não se omitirem, os pais podem evitar que o adolescente se transforme em um alienado em relação ao que acontece à sua volta. E isso é fundamental para a sociedade, pois serão esses adolescentes que vão modificar a estrutura política e social dos novos tempos.
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